
A torcida do Praia Clube vive a expectativa para o início das obras da nova arena multiuso do clube em Uberlândia. Casa das equipes de vôlei e futsal e sede de torneios de outras modalidades olímpicas e paralímpicas, a antiga Arena Praia foi demolida no final de 2024 após sofrer danos no telhado durante um temporal e será reconstruída.
O projeto do novo ginásio foi desenvolvido pelo arquiteto Luiz Volpato, de Curitiba, o mesmo que planejou a reforma da Vila Belmiro, estádio do Santos. À TV Integração, o presidente do Praia Clube, Paulo Henrique Nascimento Silva, afirmou que a arena será mais moderna e terá, entre as novidades, cadeiras numeradas, um andar exclusivo para camarotes e uma praça de alimentação (assista acima).
— Vamos fazer um ginásio poliesportivo que seja aberto para o sócio e também para o não-sócio, o pessoal de Uberlândia e região. Lógico que o sócio vai ter uma benesse maior, por ser dono do clube e do ginásio, mas a gente pretende dar o maior luxo possível para os amantes do esporte — disse Paulo Henrique.
A área total a ser construída é de cerca de 8.500 metros quadrados. Conforme o presidente do Praia, Paulo Henrique Silva, o clube está em contato com construtoras para a definição do orçamento, e a expectativa é que as obras comecem nos próximos meses.
Cálculos iniciais preveem um custo total entre R$ 25 e 30 milhões, sendo que R$ 5 milhões serão cobertos pela seguradora da antiga arena e o restante partirá de investimentos do próprio clube. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos até o primeiro semestre de 2027.
“Acabamos o projeto arquitetônico, estamos no final dos projetos de execução, e a terceira fase é contratar as construtoras para executar esses projetos. Colocamos um prazo de um ano e meio a dois anos, a depender das verbas do clube”, explicou.

O projeto
O arquiteto Luiz Volpato explicou que o novo ginásio contará com uma mini arena com capacidade para 2.099 espectadores acomodados em cadeiras numeradas e com encosto. Complementam o programa três quadras de treinamento, uma academia multifuncional, vestiários para árbitros, sala de reuniões, espaço para crioterapia e pronto-socorro.

Além disso, um novo bloco de acesso integrará sócios e visitantes, com instalações sanitárias, praça de alimentação, loja oficial e um andar exclusivo para camarotes.
— Eu diria que a parte mais forte do projeto, e que é uma quebra de paradigma de certa forma, é o acesso inclusivo. Para todos os que atravessam a primeira barreira onde mostra o ingresso, a partir da identificação, as áreas são comuns. É uma forma de inclusão, no sentido muito amplo. A pessoas com necessidades especiais está posicionada na parte superior da arquibancada, ele entra ao nível da rua e já ocupa os lugares demarcados, com uma posição super privilegiada. É muito democrático o uso das instalações que a nova arena vai ofertar, independente se ele é sócio do clube ou não — explicou Volpato.
Outra preocupação do projeto é com a sustentabilidade. A arena vai incorporar soluções como o reaproveitamento da água da chuva para usos não potáveis e a geração de energia solar por meio de painéis fotovoltaicos. Também haverá uso de telhas termoacústicas e lonas tensionadas que vão permitir ventilação cruzada e controle passivo da climatização.

Antiga e nova casa
Inaugurada em 1994 e ampliada em 2013, a Arena Praia abrigou duas edições do Campeonato Sul-Americano de Clubes de Vôlei Feminino, entre outros jogos importantes dos times do Praia Clube durante mais de uma década. A estrutura foi fechada em setembro por conta do temporal e não voltou a ser utilizada.
Paulo Henrique Nascimento Silva afirmou que laudos da Defesa Civil, da seguradora e do próprio clube confirmaram os danos severos à estrutura após a chuva forte, o que levou à decisão de reconstruir a arena. O ginásio foi demolido no final do ano passado. Restou apenas parte das arquibancadas de alvenaria, que será aproveitada e restaurada no novo projeto.

Desde a interdição da arena, as equipes de vôlei e futsal do Praia têm jogado no ginásio do Uberlândia Tênis Clube, o UTC, que é administrado pela Prefeitura. Ainda segundo o presidente do clube, a parceria com o Município para utilização do UTC deve continuar até o término das obras.
— O UTC para nós é muito bom, porque é um caldeirão. Aquilo ajuda muito o time, tanto masculino, como o feminino, para jogar com os adversários de maior expressão, por causa do nível de torcida que nós temos lá dentro — acrescentou Paulo Henrique.