Edson Castro
Galo comemorou o título na Arena Sorocaba.. | Foto: Edson Castro

O Atlântico é novamente campeão da Copa do Brasil de Futsal. Na noite deste sábado (25), em Sorocaba, a equipe de Erechim venceu o Magnus por 5 a 3, garantindo o segundo título consecutivo da competição. Com o resultado, o clube soma três conquistas nacionais em apenas dois anos, consolidando sua posição como uma das potências do futsal brasileiro.

O técnico Paulinho Sananduva, que comandou o time em todas essas campanhas vitoriosas, celebrou o momento com emoção e destacou o trabalho coletivo como a base do sucesso.

— Esse título representa um planejamento e um investimento que o Atlântico fez no trabalho dos atletas, da comissão técnica. E o torcedor veio junto. Então não é à toa que a gente está ganhando a cada ano um título importante, porque é fruto de muito trabalho — frisou Sananduva, e completou:

— Do lado de fora os patrocinadores dão o suporte e internamente nós procuramos fazer o melhor. Nosso grupo não tem frescura pra trabalhar, não tem frescura pra um ajudar o outro.

A campanha vitoriosa foi marcada por superação. Nos dois jogos da final, o Atlântico venceu de virada, mostrando força mental e preparo físico, que teve quatro confrontos em sete dias. Paulinho valorizou o esforço e a união do grupo em cada partida.

— Nós jogamos sábado, segunda, terça e hoje (sábado). Isso mostra a força desse grupo, o trabalho que cada um na sua área, o preparador físico, o preparador de goleiro, o supervisor, o coordenador, estão fazendo para que o Atlântico mantenha esse nível de qualidade e seja hoje, eu acredito, a melhor equipe do Brasil. Não só porque ganha título, mas porque joga um futsal de qualidade brilhante — destacou.

Conversa no vestiário

Após a virada sobre o Magnus, o técnico Paulinho Sananduva revelou os bastidores do vestiário e como a conversa com os jogadores foi determinante para a reação da equipe.

— Hoje, alguns atletas não estiveram bem no primeiro tempo. E a gente olhou, conversou olho no olho no vestiário, eles se cobraram entre eles — contou e seguiu:

— Nós da comissão técnica entramos com as orientações que a gente sabe que são importantes nesse momento, para que a gente voltasse confiante para o jogo e encaixasse primeiro a nossa marcação, que é o nosso quesito básico. A partir do momento do empate, a gente criaria mais confiança. Foi uma conversa boa, franca, de vestiário, e a equipe voltou totalmente mudada.

Agora, o Atlântico segue firme na disputa da Liga Nacional de Futsal (LNF), do Gauchão e da Série Ouro, competições nas quais também busca o troféu.