
O Comitê Brasileiro de Clubes e a Confederação Nacional dos Clubes ampliaram nesta terça-feira, 1º de setembro, a articulação política em Brasília contra o trecho da PEC da Segurança Pública que retira recursos do esporte. A audiência acontece na véspera da análise da proposta pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.
O presidente do CBC, Paulo Maciel, e o presidente da Fenaclubes, Arialdo Boscolo, foram recebidos pelo ministro chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, José Guimarães, pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, e pela senadora Leila Barros, que preside a Comissão de Esporte do Senado. O presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco La Porta, também participou do encontro.
O ponto em disputa é o artigo 139 da PEC nº 18/2025. No texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a proposta pode reduzir em 30% a base das destinações sociais das apostas de quota fixa, o que retiraria mais de R$ 500 milhões por ano do financiamento do esporte. Pelas contas das entidades, o corte alcança formação esportiva, equipes técnicas, participação em competições, compra de equipamentos e preparação de atletas.
Segundo o CBC, são os clubes que identificam talentos, mantêm estruturas, contratam profissionais especializados e acompanham diariamente o desenvolvimento dos atletas. “Não se trata de escolher entre esporte e segurança pública. O País precisa das duas políticas”, disse o presidente da entidade, Paulo Maciel, para quem o problema está em financiar uma área com dinheiro retirado de outra.
Arialdo Boscolo apresentou o argumento econômico e trabalhista. “A FENACLUBES fala em nome de uma categoria econômica que reúne mais de 11 mil Clubes, gera empregos, movimenta as economias locais e mantém uma rede permanente de atendimento à sociedade”, afirmou. A entidade sustenta que retirar recursos do esporte enfraquece uma política de prevenção à violência.
Segundo o CBC, a senadora Leila Barros trabalha em uma alternativa legislativa que preserve os recursos, e outras emendas apresentadas no Senado propõem retirar o dispositivo. Seis entidades seguem mobilizadas pela mudança do texto: COB, CPB, CBC, CBCP, CBDE e CBDU.
A LNF manifestou apoio à mobilização em 28 de agosto, quando anunciou o respaldo à comitiva que o COB leva a Brasília nos dias 1º e 2 de setembro. O CBC é um dos principais parceiros da Liga e fornece as passagens aéreas de todas as competições da LNF, o que coloca o calendário do futsal entre os atingidos por um corte dessa ordem.