Japa, o preparador de goleiros que trocou a base do Joinville pelo profissional- Arquivo pessoal

Jonathan da Luz Hayashida trocou a base pelo profissional. Conhecido no futsal como Japa, o paranaense de Guaíra, de 34 anos, é o novo preparador de goleiros do Futsal São Lourenço. Chega depois de cinco temporadas no JEC/Krona, em Joinville, dedicadas às categorias de formação.

A passagem catarinense rendeu títulos — a Talentos LNF de 2025 e a Copa Mundo do Futsal — e a sensação de ciclo cumprido. “Durante toda a minha vida, sempre busquei desafios. Depois de cinco anos em Joinville e da conquista da Talentos em 2025, entendi que precisava buscar coisas novas. Estar à frente dos goleiros da categoria adulta é um grande desafio”, conta.

A Copa Mundo do Futsal é o caso que ele usa para explicar o que entende por formação. Foram três finais até o título — as duas primeiras terminaram sem a taça. “Formar goleiros está ligado ao trabalho diário. Batemos na trave duas vezes, mas a cobrança e o trabalho continuaram os mesmos. Acreditávamos que conseguiríamos vencer”, lembra.

A idade do goleiro define o tipo de cobrança. Com um Sub-15, a tarefa é prepará-lo para cenários que ele ainda não viveu; com um Sub-20, a régua já é outra. No profissional, a conversa vira repetição, intensidade e correção de detalhe. E nada disso parte de um programa fechado: o exercício nasce da carência que aparece no dia a dia — se o que falta é a bola rasteira, o treino recria exatamente esse cenário.

O que Japa recusa é padronizar. Ele cita Pato, Pedro, Neto e Kleyton como evoluções distintas entre si, prova de que o caminho de cada goleiro respeita o que ele já é. “O Serjão é o Serjão, não o Felipe. Cada um tem seus pontos positivos e negativos. Eu confio no que cada goleiro é, e isso já representa um grande avanço para a confiança dele”, explica.

Depois de uma falha, a cobrança não desaparece — no alto rendimento ela faz parte. Para ele, o que decide é a forma de corrigir.