
O material esportivo que um clube de alto rendimento aposenta não está necessariamente inutilizado — e é dessa distância que trata a conversa iniciada pelo Comitê Brasileiro de Clubes com o Ministério Público do Trabalho.
Em reunião na subsede do CBC, em Brasília, o presidente da entidade, Paulo Maciel, recebeu o procurador-geral do MPT, Gláucio Araújo de Oliveira, para avaliar uma parceria voltada à destinação social de equipamentos esportivos.
O ponto de partida é uma iniciativa do próprio MPT com o Conselho Nacional de Justiça, que busca ampliar o acesso ao esporte, à cultura e ao lazer para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, tratando o esporte como ferramenta de inclusão e de prevenção de violações de direitos.
A possibilidade em estudo é a criação de um fluxo estruturado: materiais que deixaram de atender às exigências técnicas da preparação de alto rendimento ou da formação de atletas, mas que continuam em condições adequadas de uso, seriam direcionados a projetos sociais, com critérios técnicos definidos.
Se sair do papel, a iniciativa pode ser incorporada ao eixo de Materiais e Equipamentos Esportivos do Programa de Formação de Atletas do CBC. A viabilidade jurídica e operacional ainda está em avaliação, e o desenho final passaria por um acordo de cooperação técnica.